Quem viu, viu. Quem não viu, pode ver.
*Por Lauro Moraes, leitor do blog
Dia de sábado é o mesmo esquema de sempre, me arrumo e vou para a tradicional “pelada”. Mas neste último fim de semana, eu me vi diante de um impasse. Aconteceria na cidade o jogo do Flamengo Master contra a seleção do distrito industrial de Manaus, e eu bisonhamente fiquei na duvida se ia “fazer raiva” no futebol ou se ia assistir o desfile de Craques Rubro Negros.
Passado o momento de lerdeza mental, decidi ir com a patroa ao jogo dos imortais flamenguistas. E sinceramente, não me arrependi da minha escolha. O resultado (um empate em 2x2) não tirou o brilho da partida. O estádio com capacidade para 5.000 mil pessoas recebeu um público de quase 4 mil. Torcedores de todas as gerações prestigiando os heróis da Nação. Ao meu lado, um garoto de aproximadamente 8, 9 anos, estava radiante por ter conseguido um autógrafo do Andrade. O mesmo repetia constantemente que iria fazer uma moldura da camisa.
Só para listar algumas “mágicas” , compartilho com vocês o que eu vi naquele estádio:
- Eu vi um volante do jogar de cabeça erguida, recebendo a bola e fazendo lançamentos em ponto futuro como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Jogou com a camisa 6. Seu nome? Andrade;
- Eu vi e tive orgulho de ver Gilmar Popoca, amazonense da terra, vestir a camisa do Flamengo e fazer um gol pelo time no nosso estado;
- Eu vi Julio César “Uri Gueller” dar um “elástico” e fazer a bola passar em um espaço de meio metro entre o zagueiro e a linha de fundo.
- Eu vi Rondinelli, mesmo pressionado por 2 adversários, matar a bola no PEITO dentro da ÁREA após um CRUZAMENTO e sair jogando normalmente. (Esse deveria editar um DVD e vender pra esse bando de zagueiros pernas de pau que existem por aí. Ia ganhar muito dinheiro)
Enfim, teria que escrever bem mais do para transmitir o que eu senti ao ver aquele jogo. Fora esses que citei acima, ainda estavam em campo Válber, Nélio, Piá e outros.
E digo com toda a certeza. Quem tiver a oportunidade de ver um jogo desses, não perca. Cinema, “pelada” e churrasco de gato com os amigos tem todo o final de semana e qualquer vinte “real” paga. Já ver esse desfile em campo, ver a cara de felicidade do Adílio e do Andrade ao serem ovacionados pela torcida, realmente não tem preço. Feliz de mim que um dia poderei dizer aos meus filhos que vi parte do time mágico de 80 em campo. Realmente impagável.
Grande Triplex!
ResponderExcluirMto obrigado pela moral. Honra de ter um texto meu neste espaço.
Blza Lauro, tb já tive a oportunidade de ver o Master do mengão... a magia de ser Flamengo passa, e mto, por nomes como Andrade, Júlio César Uri Geller, Nunes, Rondinelli, etc... me lembro de ter ficado assombrado ali diante dos caras, especialmente com o Capacete Júnior (estava em campo) e com o Adílio. Foi uma experiência única.
ResponderExcluirEsses caras fazem parte da mitologia flamenga!
Grande Lauro,
ResponderExcluirver o Master do Mengão vai ser difícil para mim... mas vi alguns jogos dos cabras "ao vivo", e me lembro da incrível sensação de assistir a um jogo do Flamengo com orgulho e alegria, ao invés de medo e emputecimento.
O Adilio sabe direitinho como tratar a bola, né não? Nem dá para entender o que ele faz...