domingo, 30 de maio de 2010

In God we trust

Ser racional num momento como esse é complicado. Se hoje sou Flamengo, é graças a ELE. Se sou fã do cara, é graças aos 3 autógrafos que ganhei d´ELE, e como muitos por aqui, também agradeci por tudo.

Num domingo absolutamente sem perspectivas de nada, estava vendo Mr. Maker com minha filha. Ela deu mole, e eu troquei pra ver como andavam os jogos. O Lucas Pereira anunciava, exatamente ali, o fato que toda a Nação esperou por tanto tempo. ELE está de volta.

Fiz algumas colocações no twitter, e continuo com elas. De uma forma menos agressiva, talvez. O calor da reaparição d´ELE nos levou a algumas encruzilhadas. Por primeiro, eu disse: "eis minha leitura: Zico foi Flamengo, como sempre Já pat foi oportunista, arrumou alguém pra tirar o dela da reta".

Conserto, com algumas ressalvas. Patrícia conseguiu o que praticamente todos os presidentes tentaram. Pra ele acreditar nela, deve ter visto algo que nós, torcedores, não vimos. As cobranças eram pertinentes, pois o Flamengo sempre requer imediatismo. Se é certo ou errado, é um detalhe. Poderia dizer que ela levou 5 meses pra achar o cara.

E aí, amigos, cabe uma parada meio sinistra, que vocês terão que pensar antes de me xingar. A escolha dela foi certa, a partir do momento em que ela fez o que os quase 40 milhões de torcedores queríamos. Mas se foi a escolha certa ou errada, o tempo irá dizer.

Não, não estou secando. Estou tentando ser coerente, pés no chão. Torço muito, mas muito mesmo, com all of my heart, pra que ELE repita tudo que fez como jogador. E sei que ele vai conseguir. Meu subconsciente, meu inconsciente, minha intuição dizem que ELE vai conseguir.

Credibilidade: Ele é ídolo de boa parte dos jogadores. Não pelo craque que é. Mas pelo HOMEM que sempre foi. Isso pode e deve abrir portas.

Respeito: Quando ele entrar no vestiário, nego vai ter que bater cabeça pra ele. Pedir benção, etc. Por isso que eu disse no twitter. A geração mais nova tem que estudar Zico. Entender Zico. Saber qual o motivo que levou trintões e quarentões pra cima a chorar, vibrar, gritar como se fosse um gol. Zico é Zico. Flamengo e Zico se fundem na história. Enfim, crianças, estudem.

O grande lance é que foi uma tacada mestra. Que eu quero que dê certo. Patrícia errou, mas arriscou todas as fichas. E espero, de coração aberto, que ela vença nessa tacada. Pois a vitória dela será de todos nós.

Para as crianças, deixo as imagens de um jogo que eu fui. Salvo engano, foi a última vez que vi Zico jogar e encantar ao vivo. Quase infartei no terceiro gol, pois o juiz queria anular acusando que foi de mão.



Aos que me perguntarem "po, Alex, mas você acusava a Patrícia até meia hora atrás", eu digo que sim, eu brigava, acusava. Mas me reservo o direito de mudar de opinião, de dar a chance dela retomar o curso.

Zico, a Nação te abençoa (difícil abençoarmos Deus, mas ELE há de entender).

Bem vindo. Como em tantas vezes, você me fez sorrir numa tarde de domingo.

E antes de terminar com a minha habitual frase, coloco à apreciação esse meio: Maldonado, Willians, Pet e Zico. Vambora?

E nada mais digo.

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Vergonha


Créditos da foto: Gustavo Moreno - D.A. Press

Hoje não teremos top ten.

Teremos, sim, a imagem que ilustra um dos motivos do basquete nacional estar há anos sem sequer chegar perto de uma Olimpíada.

Diga-se de passagem: o time do Brasília é bom. É forte. Ponto. No que diz respeito ao jogo, foi mano-a-mano. Jogo de gente grande. Ganhou quem errou menos. Ponto.

Então, leio que um tal diretor do time deles nos chamou de "mortos de fome". Normal, afinal de contas, famosos "quem" tem mais é que fazer isso mesmo. Lamentável que, em 2010, ainda exista o preconceito. Ainda exista esse tipo de comentário que SÓ incentiva a violência. Que SÓ PROMOVE A BARBÁRIE. Seria simples se ele usasse o discurso - batido porém eficiente - de jogador: "Ganhamos de um grande time, nada acabou, blá, blá, blá."

Não, ele preferiu mostrar a face da canalhice, da falta de caráter, da falta de bom senso. Uma final entre os 2 times é recheada de tensão, de nervosismo, e ele conseguiu tornar o jogo quase no que aconteceu no Couto Pereira, ano passado. Torcida invador, agredir jogador, isso é o fim do mundo.

Se a federação for séria, toma atitude com punição. É obrigação do clube mandante cuidar da segurança. Se não está em regulamento de campeonato, está simplesmente no manual do bom senso.

Lamentável.

Esse tal diretor do time, que deve ser um estagiário com 50 anos na cara, deveria assistir ao fim do jogo 5, entre Lakers e Suns. 3 segundos, Kobe tenta o arremesso, erra e Artest faz 2 pontos e mata o jogo.


Sem grade, sem polícia, sem nada. O jogador, ídolo mundial, a menos de 1 metro do torcedor.

E ninguém invadiu pra abraçar os caras. N-I-N-G-U-É-M.

Depois não querem que nos chamem de macacos, de mal educados, de tudo.

Lamentável.

Perder faz parte do jogo. Apanhar não faz parte da vida.

Que a confederação tenha peito pra punir, doa a quem doer.

E nada mais digo.

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Os ingredientes para a motivação


*Imagem gentilmente emprestada do Urublog

Primeiro, gordos. Depois, defesa horrível. E agora, o império do colesterol.

Interessante esse método de provocar o adversário. Só faltou mesmo o foguetório na porta do hotel.

O fato é que não podemos depender desse fator motivacional.

O cara que veste o Manto, por si só, já deveria ter motivação extra.

Pois não é um time qualquer.

Não é uma camisa comum.

O Flamengo deve SEMPRE ser maior do que tudo e todos.

Maior do que o achismo individual de alguns, que se acham craques, mas não tem humildade pra reconhecer erros.

Maior do que os adversários, no matter who eles sejam.

Maior do que seus próprios defeitos e problemas.

Maior do que as adversidades de um placar que já começa negativo.

O Flamengo tem que ser mais Flamengo do que nunca.

Assim, alcançaremos nosso objetivo.

Na bola, no braço, no grito.

E aí, Flamengo, o que vai ser?

E nada mais digo.
Convocação para Flamengo x brasília



Chegamos de novo às finais. E agora, mais do que nunca, o torcedor tem que ser o nosso six man na quadra.

Detalhes do primeiro jogo aqui.

E nada mais digo.

Rumo ao Tri.

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Quem viu, viu. Quem não viu, pode ver.

*Por Lauro Moraes, leitor do blog

Dia de sábado é o mesmo esquema de sempre, me arrumo e vou para a tradicional “pelada”. Mas neste último fim de semana, eu me vi diante de um impasse. Aconteceria na cidade o jogo do Flamengo Master contra a seleção do distrito industrial de Manaus, e eu bisonhamente fiquei na duvida se ia “fazer raiva” no futebol ou se ia assistir o desfile de Craques Rubro Negros.

Passado o momento de lerdeza mental, decidi ir com a patroa ao jogo dos imortais flamenguistas. E sinceramente, não me arrependi da minha escolha. O resultado (um empate em 2x2) não tirou o brilho da partida. O estádio com capacidade para 5.000 mil pessoas recebeu um público de quase 4 mil. Torcedores de todas as gerações prestigiando os heróis da Nação. Ao meu lado, um garoto de aproximadamente 8, 9 anos, estava radiante por ter conseguido um autógrafo do Andrade. O mesmo repetia constantemente que iria fazer uma moldura da camisa.

Só para listar algumas “mágicas” , compartilho com vocês o que eu vi naquele estádio:

- Eu vi um volante do jogar de cabeça erguida, recebendo a bola e fazendo lançamentos em ponto futuro como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Jogou com a camisa 6. Seu nome? Andrade;

- Eu vi e tive orgulho de ver Gilmar Popoca, amazonense da terra, vestir a camisa do Flamengo e fazer um gol pelo time no nosso estado;

- Eu vi Julio César “Uri Gueller” dar um “elástico” e fazer a bola passar em um espaço de meio metro entre o zagueiro e a linha de fundo.

- Eu vi Rondinelli, mesmo pressionado por 2 adversários, matar a bola no PEITO dentro da ÁREA após um CRUZAMENTO e sair jogando normalmente. (Esse deveria editar um DVD e vender pra esse bando de zagueiros pernas de pau que existem por aí. Ia ganhar muito dinheiro)

- Eu vi Adílio jogar como ora como ponta de lança, ora como meio campo. Drible seco, lançamento nas costas dos zagueiros. Ah, só pra frisar, ele não errou 1 lançamento sequer. E todos os passes, curtos ou longos, deixaram seus companheiros na cara do gol.

- Eu vi Nunes, danado como sempre. Mostrando que centroavante não é só um poste em campo. Saindo atrás da linha dos zagueiros, em diagonal para receber livre de marcação. Fora um lance lindo na entrada da área, no qual ele tirou o marcador com um drible à la Garrincha, só passando a perna em cima da bola.

Enfim, teria que escrever bem mais do para transmitir o que eu senti ao ver aquele jogo. Fora esses que citei acima, ainda estavam em campo Válber, Nélio, Piá e outros.

E digo com toda a certeza. Quem tiver a oportunidade de ver um jogo desses, não perca. Cinema, “pelada” e churrasco de gato com os amigos tem todo o final de semana e qualquer vinte “real” paga. Já ver esse desfile em campo, ver a cara de felicidade do Adílio e do Andrade ao serem ovacionados pela torcida, realmente não tem preço. Feliz de mim que um dia poderei dizer aos meus filhos que vi parte do time mágico de 80 em campo. Realmente impagável.

domingo, 16 de maio de 2010

Triplex Top Ten

1 - Atitude: Estamos em maio de 2010 e ainda não entendi qual será a atitude tomada pelo time durante os jogos. Ontem começamos botando pressão no time deles, jogando em cima, dentro do campo adversário. Então, veio o segundo tempo. Eles gostaram do jogo, e gostaram, e gostaram, e o que era previsto, aconteceu. Quando acordamos, já era tarde. O Vitória já tinha tomado conta do jogo, e o gol de empate foi apenas uma formalidade.

2 - Estudo: Meu amigo Juan Saavedra jogou um excelente post sobre estudar os adversários. Um dever de casa básico, típico de times que não ostentam a soberba, a mania de achar que o jogo está ganho. Pois bem: na quarta passada, tomamos um baile dentro de campo exatamente por isto. O treinador deles, que é um treinador de verdade, praticamente amarrou o Léo Moura na defesa, e acabou com um alto percentual de criatividade do nosso time. Ontem, a mesma coisa. Léo deve ter ido ao ataque umas 3, 4 vezes. Entre aspas, Juan está crescendo novamente, mas ele é só um. Ficamos sem opção pra desafogar, e como nosso meio está longe de ter uma peça criativa, ficamos na dependência de lampejos do Adriano ou do Love.

3 - Conta: Faltam 43 ou 67? Você escolhe, o time que se vire pra conseguir. O papel deles, e eles são muito bem pagos pra isso, é correr atrás dos resultados, treinar, treinar, e ganhar - mesmo que saibamos que o verbo treinar está longe do dicionário rubro-negro.

4 - presidenta: Há 2 semanas, o Lalas escreveu um post desanimado após o resultado contra o Caracas. Foi taxado de oposição, disseram que o FlamengoNet estava se metendo em política, entre outras críticas.
Hoje, eu não posso deixar o assunto passar. Nossa presidência é omissa, molenga, cai na conversa de jogadores que não respeitam o Manto nem a torcida, e nós temos que engolir o novo plano de governo: o Mudança Zero. Triste ver que ela pode ter uma vida de Flamengo, mas está longe de entender o significado de usar o Manto nos gramados de futebol.

5 - Leonardo: Numa boa, vocês acham que ele é o salvador da pátria? Que ele chegará na Gávea, enfiará aquela conversa de recém-formado, e que os jogadores vão dar assunto pra ele? Ou que, na primeira crise, ele vai ser high elogiado pelo Conselho Deliberativo. Me perdoem a insistência, precisamos de um treinador de ponta, e de preferência que CAIA DENTRO do elenco. "Po, Alex, Felipão custa 600 mil". Ok, vamos somar: Denis Marques, Toró, Fierro, Everton Silva, Gil e mais uns 2. Quanto vocês acham que economizaremos mandando essas malas embora? Então, me dizer que falta dinheiro não é desculpa. E voltando ao Leonardo, não sou Mãe Dinah, mas ele será incinerado dentro do clube.

6 - Adriano: Se o empenho combinar com o discurso, voltaremos a tê-lo como em alguns jogos no ano passado. Ah, tem que combinar com a omissa pra ver se ela vai negociar ou não a presença dele.

7 - Love: Idem. Mostrou que perde gols pacas, mas o empenho dele é o que a Magnética quer de todos. Poucas palavras, muito suor.

8 - Quinta: Tem que meter 2x0. Simples assim. Apoio não faltará. Pelo menos de minha parte. Mas se faz necessário ver os 3 jogos anteriores e estudar MUITO o time deles, que está longe de ser um timeco.

9 - O jogo de ontem: Pólo aquático puro. Não há o que comentar.

10 - Sem 10: Ninguém mereceu 10.

E nada mais digo.

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sábado, 15 de maio de 2010

Why not, Pat, WHY NOT?



Custa conversar, presidente? Ou ele é "caro"?

Ou seu capitão não deixa?

Ou vai esperar alguém anunciá-lo pra dizer que não sabia?

Vai pecar pela omissão, DE NOVO?

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sexta-feira, 14 de maio de 2010

A palavra da presidente

Perdão.

Essa é a palavra da presidente.

Não que a torcida queira que rolem cabeças, que jogadores sejam vendidos, ou algo do tipo.

Mas a torcida clama por Respeito e Seriedade.

Bruno pode ter todas as qualidades embaixo da trave. Mas com a boca aberta, é apenas mais uma pessoa lamentável nesse mundo.

E a nossa presidente, que provavelmente deve ser surda, ou pelo menos não entende o que a torcida fala, perdoou o cara.

Tudo bem. Fomos ensinados a perdoar.

Fomos ensinados a pensar antes de falar.

Mas ninguém foi ensinado a fazer papel de bobo. Ninguém da MAIOR TORCIDA DO MUNDO gosta de ouvir o CAPITÃO - por mais que ele não entenda o fardo - falar que não está nem aí pra gente.

E a nossa presidente, que pelo jeito não manda nem na diarista em casa, mostrou pra todos que quem manda no clube é um goleiro.

Sem punição, sem uma bronca, só com uma "conversa de bastidores".

E tudo ficará como sempre. Mandos e desmandos, e a torcida, que paga o ingresso, que torce, que canta, e QUE TEM SIM O DIREITO DE VAIAR, é obrigada a engolir mais essa palhaçada do CAPITÃO e da PRESIDENTE (por mais que eles não entendam o fardo).

Os problemas do clube são maiores, certamente.

Mas tem coisas que não passam na goela.

E nada mais digo.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Blog novo, blogueiro velho

É o ululante óbvio que me perguntarão se saí do FlamengoNet.

Não, não saí, e enquanto o Juan não me tirar de lá, continuarei aporrinhando a rapaziada.

O fato é que me deu vontade de voltar há anos atrás, quando eu tinha um blog pra satisfazer minhas necessidades de escrever quando desse na telha, sem me preocupar com horário, com o texto subido 2 horas antes, entre outros. Hoje, por exemplo, só tivemos textos fodásticos , e eu, que tava com a caneta tremendo na canhota, segurei o ímpeto em respeito aos amigos colunistas e fiquei na humildade.

O fato é que tudo já foi dito, discutido, explanado. Essa parada de pregar na cruz realmente não adianta patavinas, ainda mais no meio de uma Libertadores. Urge a necessidade de unir, de apoiar, de ser mais Flamengo do que nunca.

Ao mesmo tempo, acredito que os ataques de pelanquinha aguda do nosso goleiro estão longe de ser o pior e principal problema dentro do clube. Essa arrogância exarcebada nada mais é do que fruto de um dos grandes problemas: a falta de comando.

Sim, comando é uma palavra inexistente dentro do Flamengo. Por sinal, isso me leva à uma das primeiras aulas no curso de Administração. POCCC: Planejar, Organizar, Comandar, Controlar e Coordenar. E como ex-administrador que nunca exerceu a profissão, não consigo enxergar ninguém fazendo isso.

Vejam, eu odeio (mesmo) discutir política. Em qualquer âmbito. De Flamengo, então, pior ainda. Então não encarem essas letras como um post pra derrubar presidente. É a constatação, triste, que nada mudou, e duvido um bocado que mudará.

Espero, pra não me alongar, que a Mística do Manto tome conta de todos. É o que pode nos salvar, é o porto seguro onde devemos nos abraçar.

O Flamengo precisará ser mais Flamengo do que nunca.

E nada mais digo.